Sexta-feira, Maio 11, 2007
Aqui jaz este blog azul. Já há algum tempo...
Pode depositar suas flores ali no canto direito. Obrigada.
Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
15 anos
Eu falo assim, com sorriso no rosto. O olhar fixo, às vezes, se perde no meio da história. Eu falo com carinho, feliz, com cara de boba. Falo "eu tô meio besta, que saco!". E ouço que eu precisava de um pouco de doce na minha vida. Doce!
Eu ouço que é pra eu me jogar e aproveitar e me deixar ir e... "É normal ficar besta assim? Eu me sinto besta, sem controle. Que saco! Eu detesto perder o controle de mim...". Eu ouço que eu não perdi o controle, mas e daí? Eu ouço que é pra eu me jogar e aproveitar e me deixar ir e viver e...
Tá, eu tô vivendo! Mas tô com cara de besta, com esse risinho me escapando da cara... Tô feliz, sim, mas... Ai, eu queria ter 15 anos!
Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007
Pedaços de Vida
Os amores duram exatamente o tempo que devem durar. Nem mais, nem menos. Por mais torto que pareça aos olhos do nosso querer, está tudo ali ordenado, linear, exatamente como tem de estar. Quanto mais acreditamos nisso, mais fácil se torna perceber a ordem, a harmonia, o sentido. Mais fácil se torna aceitar o fim.
As coisas acontecem exatamente na hora que devem acontecer. Nem antes, nem depois. Por mais estranho que pareça trocar uma festa lotada por um jantar a dois numa sexta feira, era o querer. Quando admitimos isso, percebemos claramente, tudo passa a fazer sentido: as coisas acontecem exatamente na hora que devem acontecer. Nem antes, nem depois. Os amores só duram o tempo que devem durar. Nem mais, nem menos.
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Eu tenho asas, então vou voar!
Cansei. Essa é a verdade. Eu que lutei tanto para me cansar definitivamente mais cedo. Há 2 meses. Há 4 meses. Não, há uns 6 meses. Sim, eu queria ter me exaurido há 6 meses. Mas ainda não era hora - aquela que a gente não controla. Agora, chega. Claro que você não deve acreditar, tantas foram as vezes que me ouviu lamentar a exaustão. "Ai, eu tô cansada disso!". Pois acredite. Agora, eu me sinto verdadeiramente esgotada, no fim da linha. Acabou. Não tem mais nada aqui que você possa levar de mim. Zerou. Não tem mais emoção, não tem mais frio na barriga, não tem mais ansiedade, não tem mais angústia na sua ausência, não tem mais alegria na sua presença, não tem mais paciência, não tem mais insegurança... Nem insegurança. Acredita? Acredite. Não tem. E não tem mais porque eu mergulhei em mim. Mais em mim do que em você.
Olhar demasiadamente para dentro tem desvantagens. É penoso, trabalhoso. A gente se perde naquele nosso interiorzão, tentando saber a quantas andam as coisas lá dentro, dar nome para elas e identificar o que não nos faz bem. Dói. Desgasta. Quanto mais olhamos para dentro e percebemos nossos sentimentos, mais nos misturamos a eles e mais difícil se torna repelir o que nos agride e faz mal. Nos perdemos naquele emaranhado sem fim... Mas quando largamos mão de vasculhar aquilo tudo, pluf... expelimos o câncer. Assim, sem mais nem menos. Sem que nós notemos o processo, aquela mistureba vai se desenrolando, numa auto-regulamentação silenciosa e, sem que ninguém perceba, de uma hora para outra, expulsamos a maldita amarra. Então, a gente se torna zerada. Aliviada. Leve. E livre.
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Monstros
São três da manhã e eu não durmo. Atormentada, um turbilhão dentro dessa cabeça oca, dentro desse corpo que engorda de ansiedade. Esse corpo que absorve álcool e fumaça em demasia. Eu só queria ficar quietinha e ouvir o que gritam esses monstros aqui dentro. Mentira! Eu procuro lugares, pessoas, verborragia, personagens. Eu fujo do silêncio, justamente para não ter de ouvir os dragões urrarem tudo aquilo que eu não quero ouvir, não consigo ouvir e não entendo.
Eu não entendo nada. Você não vê? Eu não sou o que o mundo pensa que eu sou. Eu sou um monte de outras, além dessa que o planeta percebe. É mentira! Eu sou uma fraude. Eu não resolvo tudo sozinha, eu não sou forte porra nenhuma, eu não faço tudo o que eu quero. Me falta coragem. Faço tudo o que eu quero? Rá, o que eu quero. O que eu quero? Nem sei muito bem o que eu quero. Mas não é o mesmo que você. Não é! Smashing Pumpkins grita na caixinha, agoniado, I use to be a little boooooooooyyyyyy!. É isso. Você não percebe? Ou eu vou ter de usar vestido rosa-bebê, afinar a voz, pintar as unhas com esmalte cintilante, calçar sapatinhos baixos de bico fino e esquecer todos os palavrões que eu aprendi e que regurgitam da minha boca de vez em quando? Eu vou ter de parar de pensar, de refletir, de constatar, fingir que eu não sei merda nenhuma de nada e que estou em fase de alfabetização? Não basta o bicho de pelúcia que eu carrego no carro? Eu vou ter de chorar quando estiver triste pro mundo inteiro ver? Vou ter de admitir aquela minha lista de medos? Vou?
Olha aí! Tá ouvindo? Eles estão berrando de novo. Aumento o volume das caixinhas. Eles não calam a maldita boca e não me deixam dormir. Inferno!
Domingo, Novembro 12, 2006
A Maior Conquista de Um Homem
Na capa, um vinil, uma juke box, paisagens londrinas e uma tarja preta que indicava o título: A Maior Conquista de Um Homem, John O'Farrel. A contracapa dizia que o romance era sobre a vida dupla de Michael Adams. Ele é músico, produz trilhas para jingles publicitários, divide um apartamento com outros 3 caras e passa o dia jogando vídeo game. Só tem um detalhe: o cara é casado e tem dois filhos, do outro lado da cidade. Adams achou um jeito prático de resolver os conflitos dele. Quando cansava da vida de pai de família - da qual não estava totalmente convencido - abandonava tudo e ia passar uns dias no apartamento, longe das responsabilidades de pai e marido - o que também não o agradava completamente.
À medida que fui avançando na leitura, eu me achava a mulher mais condescendente do mundo inteiro. Pode parecer um absurdo aos olhos, ouvidos e mentes dos mais maniqueístas e moralistas, mas eu conseguia entender perfeitamente o que se passava com Michael Adams. Talvez não concordasse com algumas de suas atitudes ou decisões. Mas eu entendia sua aflição, seu paradoxo, sua angústia, seus sentimentos ambíguos. Sim, o personagem tem trinta e poucos anos e, na minha cabeça, qualquer pessoa de trinta e poucos anos sente tudo aquilo, tem dúvidas existenciais horrorosas, acha que é muito jovem para determinadas responsabilidades, mas muito novo para ser livre e fazer apenas o que gosta e lhe dá prazer. Sente uma culpa ordinária por tudo isso, se vê em situações extremamente complexas, diante das quais não sabe se casa ou compra uma bicicleta, então não faz nada, fica remoendo uma angústia sem fim e quando resolve agir se atrapalha e enfia os pés pelas mãos. Não? Você tem trinta ou quase trinta e não se reconhece em nada disso? De que planeta você veio?
Graças à Deus não havia um aparelho que visse dentro de mim. Seria qualquer coisa. Uma máquina que nos mostrasse o que realmente estava acontecendo lá dentro. Pense nisso, bem que eu gostaria de saber. O médico poderia indicar os vários pontos na tela e dizer: "Olhe, ali está sua ansiedade, crescendo de maneira preocupante. Sua família tem um histórico de problemas de ansiedade?" Ou então: "Hum, parece que seu ego foi machucado naquele ponto. Talvez tenhamos que pedir à enfermeira que o massageie.
(...)
Era como se eu tivesse um caso, só que o caso não era com uma mulher mais jovem, mas com uma versão mais jovem de mim mesmo. Assim como há homens que se põem em contato com velhas namoradas depois que se casam, eu havia reencontrado o Michael Adams de vinte e poucos anos. Ele fizera com que eu me sentisse jovem novamente; ele compreendera todos os meus problemas. E nós ainda tínhamos tanto em comum; gostávamos das mesmas coisas. Só que, quando eu mencionava minha mulher e filhos, ele ficava todo irritado e na defensiva. Não queria saber de minha família; secretamente, quisera sempre ser o primeiro em minha vida, quisera sempre que meu futuro fosse dele. Como todos os casos, rapidamente ficara complexo demais. Agora, eu estava tentando romper, mas já tinha ido muito fundo. Eu tentava dizer à versão irresponsável e livre de mim mesmo: "não quero perdê-lo como amigo", ou "não podemos nos ver de vez em quando?", mas ele não estava deixando barato. Disse a ele que amara o tempo que passamos juntos, que, quando o Michael mais jovem e eu ficávamos de sacanagem, me sentia inteiramente livre e relaxado, mas que eu não conseguia mais lidar com a culpa; não conseguia mais lidar com a vida dupla e as mentiras; não conseguia mais guardar o segredo.
Em tempos de olhar muito pra dentro, de me perder neste interior, de tentar entender e dar nome para o que tem aqui, eu queria dar um abraço em Michael Adams. Eu também, Michael, queria um aparelho que mostrasse o que raios está acontecendo aqui dentro.
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Lucidez
O que as pessoas chamam de masoquismo para ela é aprendizado. É necessário. Mais que isso, é vital. A auto-punição não lhe dá prazer algum. Pelo contrário. Tem certeza, porém, de que depois dela algo bom se revelaria. E ela estaria inteira. Acredita que o sofrimento a faria mais forte depois. Faria com que ela olhasse para dentro, se conhecesse melhor e nomeasse tudo com mais clareza. Faria com que testasse mais uma vez seu limite, sua (falta de) habilidade para lidar com pessoas escrotas e universos hostis. Coloca à prova sua capacidade de amar, de se amar e de se deixar amar. De agir da melhor forma. De se impor, de fazer valer o que quer de verdade e até onde pode ou deve ir. Treina para não se sabotar, mede o altruísmo e o egoísmo, briga com a imaturidade e a inocência. Busca de equilíbrio, desafio. Períodos adversos são, paradoxalmente, essenciais. Ela não abria mão deles. Porque é dessa forma que ela se constrói. Porque ela é aquilo que experimenta e aprende. E, inteiramente lúcida, somente ela sabe a hora certa de parar.
Sábado, Outubro 28, 2006
Beastie Boys
Assim que foram anunciadas as atrações do Tim Festival deste ano eu ainda tinha dúvidas. Nada ali me fazia enlouquecer de vontade de gastar dinheiro, comprar passagem e ir até o Rio pular por três dias. Nada ali ia me fazer pular. Não gosto de TV On The Radio, acho um saco. Não morro de amores pelo Daft Punk, nem pela Patti Smith (se bem que eu tive invejinha de quem viu o show dela, que sepultou o CBGB). Gosto de Yeah Yeah Yeahs e de Beastie Boys. Hum... talvez fosse legal ver um show dos Beastie Boys, não? Sim, seria. Comprei a passagem. Compramos, na verdade. Cinco inconseqüentes desmiolados. Explico: passada a euforia de entrar no site da companhia aérea, encontrar uma promoção, vibrar com a promoção, fazer as contas, constatar que cabia no orçamento, imaginar um fim de semana no Rio, com praia, sol, música e muito chope, digitar os números dos cartões de crédito e efetuar a compra de CINCO passagens aéreas, a gente se deu conta: o festival cairia no fim de semana das eleições. Não, nenhum dos cinco é patriota praticante xiita o suficiente para lamentar não estar na sua cidade no dia da eleição. O problema é que OS CINCO trabalhariam, caso houvesse segundo turno, sem nenhuma chance de escapar.
Então, poucos dias antes do primeiro turno, rabiscamos vários planos infalíveis: fazer boca de urna, violar urnas eletrônicas, subornar membros do TSE, tudo para evitar a segunda etapa... Mas diante dos riscos, desistimos. Só nos restaria torcer para que não houvesse segundo turno. Mais ainda: para que houvesse ingressos disponíveis na segunda feira subseqüente à eleição. E deu tudo errado! Os ingressos acabaram e os tucanos acabaram com a nossa alegria. Minha dor não foi tão grande, confesso. Entre os cinco, há quem tenha ficado bem mais chateado do que eu por perder o Tim Festival.
Como prêmio de consolação, na semana passada fui assistir à Nossa, Eu Filmei Isso!, o título educadinho que o pessoal da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo deu para Awesome; I Funckin' Shot That! , o documentário sobre o Beastie Boys. Filme feito a partir de 50 câmeras distribuídas para que pessoas resgistrassem o show que os caras fizeram no Madison Square Garden, em NY. A partir daí, a grande sacada seria a edição da coisa, a forma como todo aquele material seria montado. O resultado poderia ter sido muito, mas muito mais bacana. À exceção de algumas animações e efeitos, o documentário é chato. Traz escassas cenas da platéia e quase nada de bastidores. Um show, simplesmente, tal qual assistir a uma apresentação em DVD. Chato! No cinema, uma hora e meia de show dos Beastie Boys e várias cabecinhas nas poltronas balançando o tempo todo, já que uma sala de cinema não é o lugar mais adequado para sair dançando.
Fugindo rapidamente do assunto "Beastie Boys", mas só pra não perder o "gancho" (detesto quem fala "pra não perder o gancho"!), vi também outro documentário na Mostra, Cartola - sim, eu tenho fases e a "musical" já dura mais do que o previsto - de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Pouco menos de uma hora e meia de história e canções de um dos mais geniais compositores brasileiros (detesto frases de efeito!). Até eu, que não sou lá muito amiga de samba, adorei!
Bom, então, para quem vai ao Rio, boa viagem, bom divertimento, e me conta depois como foi. Eu vou trabalhar no domingo da eleição, resgatar paciência para assistir mais alguma coisa da Mostra e procurar um fim de semana de folga para o qual eu possa transferir a minha passagem aérea para curtir o Rio, com direito a praia, sol e chope, pelo menos. Ah, e já estou procurando aquelas famosas camisetas que são vendidas depois de algum show de "grande" porte pra comprar: Beastie Boys: eu NÃO fui! Porque muitas vezes eu fico feliz por ser outsider!
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Mundo ideal
No mundo mais ou menos ideal, eu moro em um apartamento pequeno, de dois quartos, na Vila Madalena. Não, perto da Paulista. Não, no Sumaré. Ou perto do centro? Bom, em um desses bairros eu moro. Sozinha. Sobre o balcão da cozinha está um jogo americano que eu fiz, plastificando os "apara pratos" de papel que eu trouxe de la Bodeguita Del Medio, de Havana. Os copos são coloridos, cada um de uma cor (porque eu não tenho muita noção de decoração e gosto de cores, mesmo).
Eu tiro uma couve flor gratinada do forninho elétrico. Fui eu que fiz. E nem queimou!
A parede da sala, aquela onde fica o quadro, é vermelha. Não, é azul. Bom, é colorida. Não, não tem televisão na sala. Não gosto, prefiro no quarto. Mas tem som, ele tá ligado. Esses moleques do Arctic Monkeys estão fazendo a maior barulheira. É melhor diminuir um pouco o volume, pro vizinho não chiar. E chega de ouvir os macacos! Preciso de alguma coisa menos pesada e mais... hum... dançante. Olho praquele móvel repleto de livros, CDs e DVDs, organizados de acordo com alguma lógica que nem eu entendo muito bem... Sim, Bloc Party!!!
No mundo mais ou menos ideal, o homem com quem eu escolhi ficar escreve bem, é rápido no raciocínio, espirituoso, engraçado e acorda meio bicudo. Já leu um pouco de tudo na vida e não tem preconceito musical, o que me irrita um pouco, porque nem o sertanejo mais mal feito do mundo pra ele é ruim. E pra mim é. Ele gosta de rock clássico, mas conhece tudo de bandas novas. E de algumas ele não gosta. Ele prefere ficar em casa, eu quase sempre prefiro a rua.
No mundo mais ou menos ideal, amanhã eu preciso acordar às 9 da manhã pra ir trabalhar. Não. Eu preciso acordar às 11h. Eu trabalho com música. Não, com cinema. Não, não... Eu trabalho com literatura. Bom, eu tenho uma entrevista para fazer com um artista inglês que está revolucionando a área cultural com novas técnicas. Depois do trabalho, lá pelas 21h, eu vou encontrar rapidamente o homem que não tem preconceito musical. Depois, ainda bem disposta, recebo alguns amigos em casa. Eles vão comer a couve flor gratinada que eu fiz. E nem queimou!
No mundo mais ou menos ideal, eu estou planejando as minhas próximas férias. O homem rápido no raciocínio pondera que eu devo ser econômica, porque já gastei bastante com o apartamento. Eu insisto que é possível fazer a viagem que eu quero sem gastar os tubos. E convenço ele de que dá pra passar agosto todo em alguns lugares da Espanha, Itália e Inglaterra, com direito a presença nos festivais de Reading e Leeds. Não, não gosto da França e a grana realmente não dá. Ah, e nem tive que convencer o homem que acorda meio bicudo de que ninguém morre de saudade por ficar 30 dias longe do outro.
No mundo mais ou menos ideal, eu fumo muito pouco e faço caminhadas diárias pela manhã, porque nem me importo em levantar da cama antes das 9h. Vou à praia pelo menos uma vez por mês. Vou ao Rio encontrar pessoas queridas pelo menos uma vez a cada dois meses, com direito a incontáveis chopes e pastéis no Belmonte.
No mundo mais ou menos ideal, pessoas sem propósito, como o Clodovil, e maléficas, como um tal de ex prefeito paulistano, bem que tentaram, mas não receberam nenhum voto na eleição para o legislativo brasileiro.
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
A maldição das 6 coisas
O WW, do MegaZona, diz que me estima e justamente por isso me colocou nessa fria. Uma corrente blogueira, em que você deve fazer um texto dizendo 6 coisas sobre você mesma. É só ler isso aqui que qualquer um é capaz de listar umas 600! Mas vamos lá:
1- Sou teimosa feito uma mula;
2- Carrego mais ingenuidade em mim do que talvez fosse aceitável para uma mulher de quase 30;
3- Eu já apontei um sorvete Cornetto para a boca do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em horário de trabalho. Quando ele era presidente;
4- Quando eu era pequena, o lanche que eu levava pra escola era um sanduíche de pão com manteiga e chocolate granulado;
5- Quando eu tinha cinco anos, fui levada à uma clínica psicológica, à pedido da escola, porque eu tinha suspeita de ser superdotada. Suspeita que, por razões óbvias, não se confirmou, para decepção de meus progenitores;
6- Eu nunca plantei uma árvore, escrevi um livro ou fiz um filho (nem filha).
Pronto! Embora eu apareça aqui uma vez a cada três era glaciais, eu não quero nenhuma maldição, não (já me basta a vida real!). Então, é com satisfação que passo a bola para a queridíssima Dra. Phibes, para os sempre presentes Tiago e Flavinha, para o queridíssimo Doni, para a louca da Gabi e para a sumida-reaparecida da Tici.
Divirtam-se ou uma maldição terrível recairá sobre vocês! Huahuahuahuahauhauhauahuaha!!!
Terça-feira, Setembro 12, 2006
Livros, livros, livros...
Nos idos de janeiro, há 9 meses portanto (uma gestação, veja bem!), eu comecei a ler As Intermitências da Morte, do Saramago. Em seguida, peguei Mrs. Dalloway, da Virginia Wolf. Depois, comecei Hollywood, do Bukowski. Na seqüência, Uma Longa Queda, último do Nick Hornby. E, por fim, Mate-me Por Favor (Please Kill Me), de Legs McNeil e Gillian McCain.
Se eu terminei algum deles? Claro que não.
Domingo, Agosto 06, 2006
Não faz nenhum sentido...
Como é que você quer enxergar a beterraba, se a translação da Terra já deixou - há muito tempo - de ser um chope escuro, pousado sobre a cabeça do tigre de bengala que habita a floresta amazônica? Tenho certeza que você pode, sim, andar apenas com um sapato verde e perceber que a maior traição que existe na vida é quando o vestido preto que a madrasta usa é trocado por um punhado de kiwis no asfalto.
E não me venha dizer que o bar que o Lupércio freqüentava era frio por causa dos pesadelos que habitavam a mente colorida e fétida de todos os cantores de rock do mundo. É claro que não! É simples: o dia que você entender que microfone não é porta retratos e que os anões do Himalaia gostam de vermelho e fazem greve todo ano, no dia mundial da unha comprida, a sua visão do mundo vai escurecer.
E... faz um favor? Avisa aquela gente que a fome urge, o tempo dói, e o monitor do micro grita palavras de carinho para o novo Papa, enquanto você, de forma insana e bélica, tira o papel do chiclete só para não ver que a garrafa de rum rebola, nervosa, com a amiga dele.
Era só isso o que eu tinha pra dizer.
****
3 coisas:
1 - quando é que Israel vai sossegar e parar de infernizar o Oriente Médio? Alguém responde, por favor!
2 - quem eu vou encontrar no show do New Order dia 13 de novembro, hein? (hohoho)
3 - quem ainda vem aqui levanta a mão!
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Brasil e Japão
Todo mundo viu o jogo, né? Quatro a um pro Brasil. Nem vou ficar falando obviedades, fazer comentários sobre a atuação da seleção, dizer que quase todos os reservas jogaram melhor que os titulares.
Ronaldo
Eu achei é pouco. Se dependesse da minha torcida, o Brasil ganharia de 7 a 1 e o Ronaldo faria todos os gols. Por que jogou horrores? Não. Porque jogou melhor e para calar a boca destes malditos jornalistas que não têm mais o que fazer do que pegar no pé do cara. Puta coisa chata! Tá rolando o campeonato mais importante do mundo e ninguém fala de outra coisa: gordo, sem ritmo, apagado... Tá, é tudo verdade. E daí? Isso é o mais importante? Deixa o rapaz em paz! Deixa ele ganhar ritmo, confiança, deixa ele voltar aos poucos. Ele não tem sossego! Por isso vibrei muito mais nos dois gols dele do que nos do Juninho e Gilberto Silva (que foram muito mais lindos). Pra ele lavar a alma, pra trazer alívio, pra mostrar que pode não ser brilhante sempre, mas ainda é, obviamente, um bom finalizador.
"Inhos"
Só hoje me dei conta de tantos nomes no diminutivo: Ronaldinho, Robinho, Juninho, Ricardinho... A narração fica até engraçada. Pior que um passe de Ricardinho para Juninho para Robinho, com finalização de Ronaldinho, só uma atrasada Cafu-Dida.
Por falar em Juninho, ele não é uma gracinha? É. Mas é meio cabeçudo, parece o boneco daquela coleção "super craques" da última Copa (ou da penúltima?).
Por falar em narração e jornalistas forçando a barra, quase morri de rir quando câmera focalizou o banco da seleção brasileira e o comentarista da Sportv (nem lembro quem era) disse que os laterais estavam com cara de preocupados por causa da atuação em campo dos reservas.
Roberto Carlos estava esparramado no gramado. Literalmente semi-deitado. E Cafu batucava os pés no chão, como quem tocava bateria mentalmente. De fato, visivelmente MUITO preocupados!
E os nomes daqueles japoneses? Meu deus! Era um tal de Tamada, Yamamura, Ajinomoto... Mas o que eu gostei mesmo foi do cabelo deles. Quase todos optaram por cabelinhos rocker, meio compridinhos, estilosos. Mas alguém tem que avisar aquele povo que japonês loiro é o ó!!!!!
Sábado, Maio 06, 2006
Só queria...
Queria mudanças; aconteceram. Queria outro emprego; conseguiu. Queria outra casa; vislumbrou. Queria outros amigos; descobriu. Queria reconhecimento; conquistou. Queria vida boêmia e trabalhar cedo; cansou. Queria descanso; teve folga. Queria ser Peter Pan; se frustrou. Queria abraçar o mundo; se apequenou. Queria ser um ser humano melhor; progrediu. Queria se estimar na medida certa; se esforçou. Queria que a quisessem; quiseram. Queria resposta; só havia perguntas. Queria de queijo; só tinha de carne. Queria um beijo; só deram abraço. Queria um gol; só deu trave. Queria colo; só tinha travesseiro.
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Little Boy
Olha, eu sempre achei o Garotinho o fim da picada, mas essa greve de fome superou todos os limites do que pode ser considerado ridículo. A noção e o bom senso passaram bem longe do escritório dele. E o cara quer ser Presidente da República... Tenha dó!!!
Garotinho, no meu entender, é aquele copinho de chope que você toma de saideira.